Foi um Portugal de grande nível aquele que vimos ontem em
Gondomar. Bem cedo tomou controlo do jogo, não se
intimidando por do outro lado estar a actual campeã Europeia
e Mundial, jogando sem medo e com muita Alma.
Com dois sistemas tácticos muito similares, as duas
equipas "encaixaram" uma na outra na perfeição,
mas os jogadores Portugueses foram de uma entrega
enorme e durante a primeira parte sempre superiores.
Com um público que cedo deu mostras que percebia o que se
estava a passar no jogo, empurrando a nossa selecção,
motivando-a e calando por completo os cerca de 200 espanhóis
que se encontravam no pavilhão, Portugal dispôs de
inúmeras oportunidades de golo. Decorria o minuto 15 e
numa jogada magnífica da nossa selecção, com a
bola a passar por todos os jogadores, Joel enviou a bola à
barra.
Não entrou na primeira parte, mas Portugal dava mostras que
estava prestes a fazer novamente história.
Fizemos tudo o que tínhamos para fazer, jogámos o
suficiente para ganhar, mas o futsal tem coisas que não se
explicam e se na maioria dos dias diríamos que é isso
que o fazem bonito, hoje dizemos que foi isso que nos fez
tristes.
Na segunda parte, a Espanha equilibrou as coisas, mas um golo de
Gonçalo Alves, catapultou a nossa selecção
para o início de um sonho. Só Amado esteve ao
nível da nossa selecção, o resto da armada
espanhola nunca mostrou ser capaz de contrariar a nossa maior
qualidade e quando Ricardinho fez um golo do outro mundo os
corações dos Portugueses aceleram, acreditando que a
final estava já ali.
O resto do jogo fica marcado por dois golos, que embora
trabalhados, em tantas outras situações não
aconteceriam. E nos penaltis não conseguimos ser superiores
como fomos nos 40 minutos.
No final do jogo, o técnico nacional, Orlando
Duarte, não escondia o desencanto. «Portugal teve mais qualidade, mas deitou
tudo a perder nos últimos minutos. Treinámos muito a
situação de quatro para cinco, mas não fomos
capazes de segurar a vantagem. O primeiro golo da Espanha nasceu de
um erro nosso; no segundo tivemos azar. Foi muito
injusto...»
Acrescentando ainda: «Muita gente augurava uma goleada da
Espanha [campeã europeia e mundial], mas estivemos muito
perto de alcançar o objectivo a que nos propusemos. Estamos
profundamente tristes. Foi duro ver os jogadores a chorar no
balneário...»
Agora vem aí o jogo de apuramento dos terceiro e quarto
lugares. Portugal joga no domingo com a Rússia e Orlando
Duarte diz que esse encontro vai servir «para levantar o
ânimo dos jogadores»
fonte: fpf.pt e
futsalportugal.net
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